A Poesia está nas entrelinhas, escondida nas estrofes

Entre os pedaços de mim e você

Eu mudo, ela surda e as buzinas tão altas que doem os ouvidos

É quando quem foi escrito se lê

Num verso pedido, cheio culpa por sua inexistência necessária

Em olhares, suspiros, fotos, delírios e orgulhos

De ontem, hoje e sempre

Leia-se ao mesmo tempo que me lê

Chore meu pranto, queime meu desejo e se extinga mais uma vez

Dentro da poesia e somente então

Verdade e mentira, ontem e amanhã, o prazer e a angústia

Serão verdadeiros, serão um só. Seremos um!

Até que verso acabe, a estrofe mude

E o aventureiro coração que viaja em cometas procure seu próximo destino

Anúncios